Bebidas alcoólicas: moderação é a chave para evitar problemas

Complete a frase sobre as bebidas alcoólicas: “O Ministério da saúde adverte: …”. Você certamente tem bem mais de uma opção de resposta; ainda que não sejam literalmente as estipuladas pelo Ministério da Saúde.

Pois é, não é segredo para ninguém que há muitos motivos para se evitar o álcool e se essa for a recomendação para você,não há o que discutir. Certo? Porém, há sim algumas pesquisas que indicam que as bebidas alcoólicas podem ter algum benefício para a saúde, desde que consumidas em quantidades moderadas.

No post de hoje vamos falar um pouco sobre esses dois lados. Quer saber mais? Então, vamos lá!

Os efeitos colaterais das bebidas alcoólicas

O uso crônico e pesado de álcool está relacionado a problemas físicos e mentais e a dezenas de doenças que se manifestam ao longo da vida.

Alguns exemplos são lesões cerebrais, pancreatite, hipertensão arterial, doenças do coração, acidentes vasculares cerebrais e câncer de fígado. Isso sem contar as mais conhecidas como a dependência alcoólica e a cirrose.

Caso ingerido durante a gravidez, o álcool pode causar retardo no desenvolvimento mental do bebê, além de uma predisposição ao alcoolismo quando o indivíduo já for adulto, dizem alguns especialistas.

Ainda assim, é alto o consumo de álcool no mundo: de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a média mundial é de 6,2 litros por pessoa por ano. No caso do Brasil, os números sobem para de 8,7 litros.

As campeãs de consumo

A cerveja e o vinho são as bebidas alcoólicas mais consumidas no Brasil: a primeira responde por 61% do total e o segundo lugar fica com o vinho, com 25% do consumo. Os destilados respondem por 12%.Os dados são do Cisa – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool. 

A Organização Mundial da Saúde considera moderado o consumo de até uma dose de álcool (30g) por dia. Isso equivale a duas taças de vinho e pouco mais de três latas de cerveja.

Benefícios do consumo moderado do vinho

Algumas pesquisas demonstram que o consumo moderado de vinho tinto (duas taças para homens e uma taça para mulheres por dia) pode fazer bem para o coração.

Isso porque o vinho tinto tem antioxidantes e outros componentes que ajudam a aumentar o bom colesterol (HDL), diminuir o mau colesterol (LDL) e reduzir a probabilidade de obstrução das artérias (e ataques cardíacos). Isso significa, dentre outros, reduzir as chances de um infarto.

O blog Tua Saúde apresenta alguns outros benefícios da bebida. 

Benefícios do consumo moderado da cerveja

A cerveja tem uma série de benefícios à saúde já comprovados por pesquisas em todo o mundo. Ela pode, por exemplo, ser usada, como auxiliar, no tratamento de insônia, nervosismo, dor de cabeça e falta de apetite.

Alguns estudos como, por exemplo o publicado na revista Chemistry & Biodiversity comprovou que o lúpulo, responsável pelo amargor e presente em boa parte das cervejas, possui até mesmo ação anti-inflamatória.

Além do lúpulo, a cerveja pode ter cevada em sua composição. Os dois compostos combinados não oferecem tantos prejuízos à saúde quanto os carboidratos simples.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o consumo moderado não representa riscos de acúmulo de gordura abdominal. 

Você encontra mais benefícios da cerveja nesta matéria publicada no site da GNT.

Será que as bebidas alcoólicas engordam?

Em média, um copo de cerveja (300 ml) possui 150 calorias e, uma taça de vinho de 200ml fornece 170 calorias ao organismo.

Porém, as calorias das bebidas alcoólicas são as chamadas calorias vazias, que não fornecem nutrientes, apenas engordam.

Cuidado com os petiscos!

Mas não é só isso: é difícil beber sem petiscar. E aí, a conta vai às alturas já que, por exemplo, um único bolinho de bacalhau passa das 140 calorias e a unidade do pastelzinho de carne não tem menos de 100 calorias.

Quer dizer, se você tomar duas doses de cerveja, um pastelzinho de carne e dois bolinhos de bacalhau, já passou das 600 calorias, tranquilamente.

Sem contar que os petiscos são ricos em gorduras ruins e podem, secundariamente, contribuir para o aumento do colesterol, inchaço, acúmulo da gordura abdominal, dentre outros.

Mas, nem sempre foi assim

As bebidas alcoólicas nem sempre foram as vilãs da história. Por muitos séculos o uso do álcool com propósitos medicinais foi aceito e difundido em muitas sociedades. Exemplos são as misturas com ervas ou também consumido isoladamente, como no caso do vinho.

De toda forma, há outras maneiras de se atingirem esses mesmos objetivos atribuídos às bebidas alcoólicas, a começar por uma dieta equilibrada e a prática frequente de exercícios físicos.

E, por mais que possa favorecer alguns aspectos da saúde, o álcool não está entre os nutrientes necessários para o organismo. Os perigos que o álcool traz, principalmente em dosagens excessivas, sobrepõem-se facilmente a seus benefícios.

Sem dúvida, por isso, vale a pena conversar com seu médico ou nutricionista para saber quais efeitos o álcool pode ter na sua dieta e no seu organismo e se há alguma quantidade liberada. Pra entender porque vale a pena procurar um nutricionista, veja esse artigo do site Hora do Treino

No mais, não precisa excluir as bebidas alcoólicas totalmente da dieta, mas é bom saber que, parafraseando aquela marchinha de carnaval, álcool não é água não!

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